A nossa história começou em Viçosa, lá no finalzinho do primeiro período de 2014.
O Arthur resolveu organizar uma festa de aniversário com as suas amigas de curso, e a comemoração aconteceu na República Caribe, formada por estudantes de Direito (e, por coincidência ou destino, ponto de encontro ideal para o que viria a acontecer).
Como alguns estudantes do curso foram convidados, eu, Hannah, apareci por lá. E foi descendo as escadas para a área da festa que vi o Arthur pela primeira vez e pensei: “que menino lindo!”. Durante aquela noite, nos encontramos e conversamos duas vezes… mas ficou por isso mesmo.
Alguns dias depois, nos adicionamos no Facebook, trocamos WhatsApp e começamos a conversar. Então o destino resolveu dar uma mãozinha: nos esbarramos na escada do Condomínio da Ladeira e descobrimos que éramos praticamente vizinhos: eu no bloco A, ele no bloco C. A partir daí, marcar um encontro virou só uma questão de escolher o bar certo.
E escolhemos: quinta-feira, dia oficial de Bar do Leão e Teddies. Saímos, nos encontramos, conversamos… e desde então, nunca mais nos desgrudamos.
Foram intensos anos em Viçosa até o final da faculdade e, depois, enfrentamos o temido relacionamento à distância. Arthur voltou para Belo Horizonte; eu segui meu caminho entre Rio Casca, Manhumirim e Caratinga. No meio disso tudo, vieram um ano de Exército, três residências médicas (detalhe importante: a residência de endoscopia que era de 1 ano, virou de 2 anos justo no ano em que o Arthur entrou 😮💨 - mas, ufa, acabouuuu!!) e uma quantidade inacreditável de encontros e despedidas: sempre com o coração apertado, um chororô danado, mas cheio de certeza de que, logo logo, estaríamos juntinhos de forma definitiva.
Se existe alguém que conhece a BR-262 como ninguém, somos nós. Sabemos de cor cada curva, cada reta, cada buraco e cada lugar onde já estouramos pneu... Quando não íamos de carro, tínhamos que enfrentar a temida Viação Pássaro Verde. É até difícil contar quantas vezes o ônibus quebrou. Mas havia um ritual fofinho que criamos e muita gente já presenciou: depois de o Arthur embarcar no ônibus das 22h30, na rodoviária de Manhumirim, eu corria para casa, subia as escadas até o segundo andar, e aparecia na janela do quarto de visitas - o famoso e oficialmente batizado “Quarto do Arthur” - só para darmos um último tchauzinho, enquanto o ônibus seguia para Martins Soares.
Entre idas e vindas, saudades e reencontros, e muitos planos de um futuro a dois, construímos uma história que resistiu ao tempo e à distância. Arrisco dizer que já não existe mais a Hannah sem o Arthur, nem o Arthur sem a Hannah.
Agora, doze anos depois, estamos aqui: prestes a viver um dos dias mais especiais de nossas vidas, rodeados pelas pessoas queridas, que nos acompanharam nessa jornada.